Um ano após o lançamento do Spotify Ad Exchange (SAX), a plataforma registrou crescimento de 222% no número de anunciantes mensais ativos usando compra programática. O dado, revelado pelo Digiday, confirma o streaming de áudio como canal em consolidação para estratégias de mídia digital.
O que aconteceu
Em abril de 2025, o Spotify abriu seu inventário publicitário ao mercado programático com o lançamento do Spotify Ad Exchange (SAX). Um ano depois, os números indicam tração real: os anunciantes mensais ativos no ecossistema programático cresceram 222% no período. A agência Rain For Growth registrou aumento de 190% nos investimentos em Spotify entre maio de 2025 e março de 2026 — com gastos via programmatic guaranteed subindo 12% e deals de private marketplace avançando 64%.
A plataforma está hoje disponível em quase 50 DSPs, incluindo Google DV360, Yahoo DSP, The Trade Desk (integrado em outubro de 2025), Adform e Magnite. Novos formatos também foram lançados no período: carrosséis deslizáveis, playlists patrocinadas (testadas por marcas como Priceline e Cricket Wireless) e ajustes automáticos de lance com split testing para otimização criativa. A receita publicitária total do Spotify superou US$ 2 bilhões em 2025, crescimento de 4% ano a ano.
Por que isso importa
O áudio programático deixou de ser promessa. Com 222% de crescimento em um único ano e mais de 50 DSPs integrados, o Spotify está construindo uma infraestrutura de mídia que começa a rivalizar com grandes plataformas de vídeo em alcance, segmentação e automação. O canal tem uma vantagem competitiva clara: atinge o usuário em momentos de atenção ativa — academia, trânsito, trabalho — sem a disputa visual de feeds. Para equipes de mídia no Brasil, o sinal é direto: áudio precisa entrar nos planos digitais com orçamento real, não como teste residual. O próximo passo é pressionar as plataformas brasileiras de áudio a seguir o mesmo caminho de abertura programática.



