Pela primeira vez na história, a Meta deve superar o Google em receita global de publicidade digital. Segundo projeção da Emarketer, a empresa de Mark Zuckerberg deve faturar US$ 243,46 bilhões em anúncios em 2026, ante os US$ 239,54 bilhões estimados para o Google — uma virada histórica no mercado de mídia digital.
O que aconteceu
O relatório anual de previsão de publicidade da Emarketer aponta que a Meta deve crescer 24,1% em 2026, mais que o dobro dos 11,9% projetados para o Google. A virada é impulsionada principalmente pelo pacote Advantage+, suite de anúncios automatizados com inteligência artificial que simplifica a criação e otimização de campanhas no Facebook e Instagram. O crescimento do Reels — plataforma de vídeos curtos que disputa espaço com o TikTok e o YouTube — também é um dos principais vetores de crescimento. No consolidado, Meta, Google e Amazon juntas devem responder por 62,3% de todos os investimentos em publicidade digital global em 2026. A Meta cresceu 22,1% em 2025 e deve acelerar o ritmo este ano, ampliando a distância em relação à Alphabet.
Por que isso importa
Para profissionais de marketing e anunciantes brasileiros, a projeção da Emarketer é um sinal claro de reposicionamento estratégico. A Meta deixou de ser apenas uma plataforma de social media para se tornar o maior veículo de publicidade digital do mundo — algo com implicações diretas nas decisões de alocação de verba. O Advantage+ já é adotado por médias e grandes marcas no Brasil, e os resultados de ROI têm justificado o redirecionamento de budget do Google para Meta. O movimento também deve acirrar a corrida de IA entre os dois gigantes: o Google investe na integração de inteligência artificial ao Google Ads, mas enfrenta o desafio de crescer em um ecossistema mais fragmentado. Quem ainda divide o budget igualmente entre as duas plataformas sem analisar performance por canal está perdendo uma janela de vantagem competitiva.



