WPP Natura Avon América Latina é a nova configuração estratégica de comunicação que a Natura definiu após uma das concorrências mais aguardadas do mercado publicitário regional em 2026. A decisão, divulgada na última sexta-feira (17), elege o WPP Group como lead partner para conduzir a comunicação integrada das marcas Natura e Avon em toda a América Latina, encerrando um processo que pela primeira vez adotou um modelo de seleção regional — em vez de escolhas separadas por país.

WPP Natura Avon América Latina: o que mudou com a decisão

A Natura anunciou a escolha do WPP Group como lead partner para conduzir a comunicação integrada das marcas Natura e Avon na América Latina. A decisão conclui um processo de concorrência que adotou pela primeira vez um modelo regional, substituindo a seleção tradicional por país.

Com o resultado, Africa e Galeria deixam de atender o cliente. O WPP atuará como orquestrador da comunicação, coordenando diferentes agências e parceiros ao longo da jornada do consumidor, com foco em escala, integração de dados e consistência estratégica. “Não se trata apenas da busca por uma nova agência, mas do fomento a um novo ecossistema que reflita as profundas transformações do mercado”, afirmou Tatiana Ponce, CMO e head de inovação de Natura e Avon.

Por que o modelo WPP Natura Avon América Latina representa uma ruptura

A escolha do WPP Group para o mandato de WPP Natura Avon América Latina não é apenas uma troca de agência: é uma mudança de modelo. A Natura saiu da lógica de uma única agência de criação por país para um formato de ecossistema orquestrado — onde o WPP coordena múltiplas especialidades (criação, mídia, dados, tecnologia) sob uma visão estratégica unificada para toda a região.

Essa decisão tem implicações diretas para o mercado publicitário brasileiro. A saída de Africa e Galeria de um dos maiores orçamentos de beleza do país representa uma movimentação de porte e sinaliza que grandes anunciantes estão cada vez mais dispostos a romper estruturas tradicionais em busca de eficiência regional. A configuração de WPP Natura Avon América Latina será observada de perto pelo mercado como um possível modelo a ser replicado por outros anunciantes com operações multi-país.

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A decisão da Natura é um sinal claro de que o modelo de agência única por país chegou ao limite para grandes anunciantes com operação regional. Ao centralizar tudo no WPP com um mandato de orquestração — em vez de uma única agência de criação —, a Natura aposta numa lógica de ecossistema que já circula há anos em documentos de estratégia, mas raramente se materializa numa escolha de conta tão concreta. Para o mercado brasileiro, o impacto imediato é a saída da Africa e da Galeria de um dos maiores orçamentos de beleza do país. Para o WPP, é uma vitória que reforça sua aposta em modelos integrados após anos de reestruturação. O ponto de atenção fica por conta da execução: coordenar múltiplas agências sob um mesmo briefing regional tende a gerar atritos criativos e operacionais que, se mal geridos, transformam a promessa de consistência estratégica em ruído. O mercado vai observar de perto.

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